27 de julho de 2017

Atentos para ouvir a Palavra de Deus

Bom dia meus amigos! Vamos refletir o Evangelho de hoje com Mateus 13,10-17:

Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que tu falas ao povo em parábolas?” Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado.
Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem.
Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’.
Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram.

Hoje quero te convidar a refletir diante deste evangelho o comentário retirado do site: www.evangelhoquotidiano.org:

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja 
Sermão 147

Muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes

Quando viu o mundo transtornado pelo medo, Deus pôs em ação o seu amor para o chamar a Si, a sua graça para o convidar, o seu afeto para o abraçar. Aquando do dilúvio, […] chamou Noé a gerar um mundo novo, encorajou-o com suaves palavras, deu-lhe uma confiança de predileto, instruiu-o com bondade sobre o presente e consolou-o com a sua graça relativamente ao futuro. […] Participou no seu labor e encerrou na arca o germe do mundo inteiro, a fim de que o amor pela sua aliança banisse o medo. […] 
Em seguida, Deus chamou Abraão do meio das nações, elevou o seu nome e fez dele pai dos crentes. Acompanhou-o pelo caminho, protegeu-o no estrangeiro, cumulou-o de riquezas, honrou-o com vitórias, confirmou-o com as suas promessas, arrancou-o às injustiças, consolou-o na sua hospitalidade e maravilhou-o com um nascimento inesperado, a fim de que, atraído pela doçura do amor divino, ele aprendesse a […] adorar a Deus amando-O e já não temendo-O. 
Mais tarde, por meio de um sonho, Deus consolou Jacob, que se encontrava em fuga. No regresso, provocou-o para um combate e, durante a luta, estreitou-o nos seus braços, a fim de que ele amasse o pai dos combates e deixasse de O temer. Depois, chamou Moisés e falou-lhe com amor de pai, para o convidar a libertar o seu povo. 
Em todos estes acontecimentos, a chama da caridade divina abrasou o coração dos homens […] e estes, de alma ferida, começaram a desejar ver a Deus com os olhos da carne. […] O amor não admite não ver aquilo que ama. Não é verdade que todos os santos consideraram pouca coisa tudo quanto obtinham quando não viam a Deus? […] Que ninguém pense, pois, que Deus fez mal em vir ter com os homens por meio de um homem. Ele tomou carne entre nós para ser visto por nós.

Fiquem com Deus e uma boa meditação!
Pe. Daniel

Nenhum comentário:

Postar um comentário