13 de junho de 2013

SANTO ANTÔNIO, ROGAI POR NÓS!

Bom dia! Vamos meditar a Palavra de Deus de hoje, em que celebramos a memória de Santo Antônio de Pádua, que é considerado pela Igreja sacerdote e doutor.
Na liturgia de hoje, no Evangelho (Mt 5,20-26) vemos a continuação do Sermão da Montanha em que buscamos as felicidades propostas por Jesus para chegarmos ao Reino dos Céus. Por isso, observamos que o evangelista Mateus nos fala que o verdadeiro culto a Deus, a nossa intimidade por meio da oração com Ele só se dá mediante o passo que dou reconciliando com meu irmão. Já o apóstolo Paulo (2Cor 3,15-4,1.3-6) fala para a Comunidade de Corinto que ele prega o evangelho de Jesus Cristo e não a nós mesmos. Pregamos o que Ele nos deixou como ensinamento.
E neste exemplo de Paulo, que refletimos um pouco da vida de Santo Antônio, este santo que é uma grande referência para a nossa fé, principalmente na vivência do mandamentos.
Além disso, é interessante observarmos alguns aspectos de sua vida que também é importante para nossa vida de verdadeiros cristãos:
- Fidelidade a Jesus Cristo e ao Evangelho;
- Levou uma vida santa;
- Fez parte da Ordem Franciscana;
- Grande pregador do Evangelho, pois ele pregava com a vida - pregação aos peixes, aos pássaros. (TESTEMUNHO), por isso, é considerado doutor da Igreja porque ensinava a Boa Nova a todas as pessoas;
- Anunciou com amor, por isso depois de morto, quando desenterraram seu corpo, a sua língua estava intacta e hoje ela está em Pádua. A sua língua intacta é sinal de que sua língua não se entregou ao pecado, à mentira, às fofocas que hoje a nossa sociedade tanto vive deste mal.

Para finalizar quero deixar um ensinamento dele:
"Fala em várias línguas quem está repleto do Espírito Santo. As diversas línguas são o testemunho que devemos dar a favor de Cristo, a saber a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência"

Que possamos viver os aspectos da vida de Santo Antônio e se espelhar nele!
Que Deus o abençoe
Fique em Paz!
Diác. Daniel Bento Bejo

10 de junho de 2013

Mateus 5,1-12 - Tenho vivido a Felicidade evangélica?

Bem-aventuranças: anseio por um mundo novo Hoje o evangelista Mateus no trecho do evangelho do capítulo 5, somos convidados meditar sobre as bem-aventuranças - que nada mais são FELICIDADES proposta pelo próprio Jesus para que possamos viver um relacionamento com os outros e principalmente com Deus para assim, buscarmos o Reino de Deus.
Além disso, as bem-aventuranças nos faz compreender outras coisas como: a alegria é um dom do Pai, os que constroem a paz, que são promotores do bem, os que trabalham para o Reino, os que estão prontos para o serviço, buscam a justiça, os que são perseguidos!
Além do mais ser uma preocupação com os pobres seja de espírito, seja do corpo!
Estas alegrias nos apontam quando as meditamos, colocamos em nossas vidas para que sejamos engajados num serviço de alegria para edificação do Reino de Deus!

Qual das bem aventuranças tenho vivido hoje?

Deus os abençoe!
Diác. Daniel Bento Bejo

4 de junho de 2013

“Tomai sobre vós o meu jugo e de mim aprendei, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29)



“Tomai sobre vós o meu jugo e de mim aprendei, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29)
Sobre esta citação do Evangelho de Mateus, que venho manifestar tamanha alegria para com o serviço com que estarei assumindo para toda a minha vida por meio do Sacramento da Ordem, em seu primeiro grau que é o Diaconato.
Como sabemos o diaconato é o primeiro grau recebido pela pessoa que está sendo chamada através de sua vocação ao sacramento da Ordem a se consagrar presbítero da Igreja. Porém, nem sempre. Pode-se ser diácono de forma permanente e nunca ser sacerdote (presbítero ou bispo).
            A palavra diácono vem “do grego diákonos (aquele que serve)” (GERARDI, R. Diácono. In: LEXICON. p. 194), e os que acabam por receber a diaconia têm como serviço as obras de caridade, a servir aos mais pobres, aos mais necessitados.
            Podemos também constatar no Novo Testamento dois termos usados para designar o servo e serviço que é o diácono e diaconia. Vemos o próprio Paulo, que se considera servo, pois ele era aquele que estava sempre anunciando a Boa Nova, anunciando o Cristo, como nos explicita na sua Primeira Carta aos Coríntios: “quem é, portanto, Apolo? Quem é Paulo? Servidores, pelos quais fostes levados à fé; cada um deles agiu segundo os dons que o Senhor lhe concedeu”. (1Cor 3,5; Cf. GERARDI, R. Diácono. In: LEXICON.  p.194)
            Já na comunidade de Filipos, nos indaga na apresentação da carta: “Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com seus epíscopos e diáconos”. (Fl 1,1) Aqui observamos que “com diácono quer-se indicar uma função particular, um ministério eclesial, associado aos bispos e aos presbíteros”. (GERARDI, R. Diácono. In: LEXICON. p.194)
            Tomemos o trecho de Atos dos Apóstolos (At 6,1-6), em que temos a instituição dos Sete: “Naqueles dias, aumentando o número dos discípulos, surgiram murmurações dos helenistas contra os hebreus. Isto porque, diziam aqueles, suas viúvas eram esquecidas na distribuição diária. Os Doze convocaram então a multidão dos discípulos e disseram: ‘Não é conveniente que abandonemos a Palavra de Deus para servir às mesas. Procurai, antes, entre vós, irmãos, sete homens de boa reputação, repletos do Espírito e da sabedoria, e nós os encarregaremos desta tarefa. Quanto a nós, permaneceremos assíduos à oração e ao ministério da Palavra. A proposta agradou a toda a multidão. E escolheram Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Apresentaram-nos aos apóstolos e, tendo orado, impuseram-lhes as mãos.’”
            Estes sete homens foram instituídos pelos apóstolos para que pudessem servir às mesas se dedicando à caridade.
            Verificamos também no Concílio Vaticano II, com a Constituição Dogmática Lumen Gentium trabalha o que é o diaconato e suas principais funções: “Os Diáconos estão no grau inferior da hierarquia. São-lhes impostas as mãos ‘não para o sacerdócio, mas para o ministério’. Porquanto, fortalecidos com a graça sacramental, servem ao povo de Deus na diaconia da liturgia, da palavra e da caridade, em comunhão com o Bispo e seu presbitério. Conforme lhe for marcado pela autoridade competente, o diácono deve administrar solenemente  o batismo, conservar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar o matrimônio em nome da Igreja, levar o Viático aos moribundos, ler a Escritura aos fiéis, instruir e exortar o povo, presidir ao culto e às orações dos fiéis, administrar os sacramentais, oficiar exéquias e enterros (…) Este Diaconato pode ser conferido a homens de idade mais madura, mesmo casados, ou a moços idôneos, para os quais, porém, deve continuar firme a lei do celibato.” LG. n.29
            Por isso, vemos que o diácono tem sua função própria, sendo que ele “não compartilha a função do bispo como guia da comunidade, nem se quer função sacerdotal” (GERARDI, R. Diácono. In: LEXICON. p.194). O diácono ele participa junto com o bispo do seu ministério, estando sempre à serviço da Igreja.
            Portanto, vejamos como é colocado o diaconato, resumindo todo o  ministério do diácono, na Prece de Ordenação: “Assim, no início da Igreja, os Apóstolos do vosso Filho, movidos pelo Espírito Santo, escolheram sete homens de bem para ajudá-los no serviço diário, confiando-lhes a distribuição dos alimentos, pela oração e imposição das mãos, a fim de que eles próprios pudessem dedicar-se mais à oração e à pregação da Palavra. Olhai também com bondade, Senhor, este vosso servo que consagramos como Diácono para o serviço do vosso altar. Enviai sobre ele, Senhor, nós vos pedimos, o Espírito Santo que o fortaleça com os sete dons da vossa graça, a fim de exercer com fidelidade o seu ministério. Resplandeçam nele as virtudes evangélicas: o amor sincero, a solicitude para com os enfermos e os pobres, a autoridade discreta, a simplicidade de coração e uma vida segundo o Espírito. Brilhem em sua conduta os vossos mandamentos para que o exemplo de sua vida desperte a imitação do vosso e, guiando-se por uma consciência pura, permaneça firme e estável no Cristo. Assim, imitando na terra o vosso Filho, que não veio para ser servido, mas para servir, possa reinar com ele no céu.” (CONGREGAÇÃO DO CULTO DIVINO E DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS. Ritual de Ordenação …  p. 118 – 119.)
Portanto, no próximo dia 07 de junho, na Solenidade do Sagrado Coração estarei sendo ordenado Diácono para a nossa Igreja Particular, na Diocese de Jaboticabal. Peço que rezem por mim, para que o meu serviço seja na humilde, na alegria levando a Boa Nova a todas as pessoas!
Daniel Bento Bejo