31 de julho de 2012

Santo Inácio de Loyola

Bom dia a todos...

Hoje a Igreja celebra a memória de Santo Inácio de Loyola, e queria compartilhar hoje o evangelho desta memória que é de Lucas 14,25-33 que em primeiro lugar fala que para o seguimento a Cristo é preciso do desapego e depois carregar a cruz, caminhar pelos caminhos que o próprio Cristo caminhou.
Quando celebramos a festa de um santo, em especial a de Santo Inácio, presb´tero da nossa Igreja, celebramos toda a sua vida como modelo para a nossa.
Inácio descobriu Jesus Cristo pelo Evangelho e pela vida dos santos. Se entregou aa Cristo na Igreja. Ele lia a Imitação de Cristo na gruta de Mansera onde teve a experiências místicas e lançou as bases de seu famoso livro, os Exercícios Espirituais. 
Fundou a Companhia de Jesus em Paris e colocou em disposição ao Papa para a defesa da fé, reforma da Igreja e obra missionária.
Inácio assimilou Cristo na oração psicológica, na obediência e na santidade de vida e ainda apresentou um modo "novo" de imitar a Cristo.

Queria ainda compartilhar a Segunda Leitura do Ofício de Leituras da Liturgia das Horas que é muito riquíssima:

Segunda leitura
Da Narrativa autobiográfica de Santo Inácio, recolhida de viva voz pelo Padre Luís
Gonçalves da Câmara
(Cap.1,5-9:Acta Sanctorum Iulii,7 [1868],647)
 (Séc.XVI)

Provai os espíritos a ver se são de Deus
Inácio gostava muito de ler livros mundanos e romances que narravam supostos feitos heróicos de homens ilustres. Assim que se sentiu melhor, pediu que lhe dessem alguns deles, para passar o tempo. Mas não se tendo encontrado naquela casa nenhum livro deste gênero, deram-lhe um que tinha por título A vida de Cristo e outro chamado Florilégio dos Santos, ambos escritos na língua pátria.
Com a leitura freqüente desses livros, nasceu-lhe um certo gosto pelos fatos que eles narravam. Mas, quando deixava de lado essas leituras, entregava seu espírito a lembranças do que lera outrora; por vezes ficava absorto nas coisas do mundo, em que antes costumava pensar.
Em meio a tudo isto, estava a divina providência que, através dessas novas leituras, ia dissipando os outros pensamentos. Assim, ao ler a vida de Cristo nosso Senhor e dos santos, punha-se a pensar e a dizer consigo próprio: “E se eu fizesse o mesmo que fez São Francisco e o que fez São Domingos?” E refletia longamente em coisas como estas.
Mas sobrevinham-lhe depois outros pensamentos vazios e mundanos, como acima se falou, que também se prolongavam por muito tempo. Permaneceu nesta alternância depensamentos durante um tempo bastante longo.
Contudo, nestas considerações, havia uma diferença: quando se entretinha nos pensamentos mundanos, sentia imenso prazer; mas, ao deixá-los por cansaço, ficava triste e árido de espírito. Ao contrário, quando pensava em seguir os rigores praticados pelos santos, não apenas se enchia de satisfação, enquanto os revolvia no pensamento, mas também ficava alegre depois de os deixar.
No entanto, ele não percebia nem avaliava esta diferença, até o dia em que se lhe abriram os olhos da alma, e começou a admirar-se desta referida diferença.
Compreendeu por experiência própria que um gênero de pensamentos lhe trazia tristeza, e o outro, alegria. Foi esta a primeira conclusão que tirou das coisas divinas. Mais tarde, quando fez os Exercícios Espirituais, começou tomando por base esta experiência, paracompreender o que ensinou sobre o discernimento dos espíritos.

Que possamos a exemplo de Santo Inácio ser um fiel discípulo anunciador do Cristo pela Palavra, pois devemos estar em constante espírito de missão.
Coloque na sua oração de hoje a Companhia de Jesus e os jesuitas!

Fique com Deus
Boa oração e meditação
Daniel Bento Bejo

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