23 de janeiro de 2012

Mc 3,22-30

Vamos meditar e partilhar a palavra de Deus de hoje do Evangelho de Marcos 3,22-30.

Primeiramente leia o texto proposto (Mc 3,22-30)

Leia novamente com pausas, versículo, por versículo, é isso que fazemos quando vamos meditar a Palavra de Deus, na Leitura Orante.
Converse com Deus, o nosso melhor amigo, confronte com a Palavra.
Grave o versículo que mais lhe chamoua atenção e reze por um tempo com ele.


Hoje o evangelho nos fala que Santanás deve ser expulso! O que deve ficar em nós é o Espírito Santo do Pai e não devemos blasfemar contra Ele.


Para nos ajudar a rezar, depois de ter o seu versículo meditado e rezado, leia um texto proposto retirado do site www.evangelhoquotidiano.org  

"Comentário ao Evangelho do dia feito por Isaac da Estrela (?-c. 1171), monge cisterciense Sermão 39, 2-6
 
A inveja: uma blasfémia contra o Espírito Santo
«É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios» [...]. O que é próprio das pessoas maldizentes e animadas pela inveja é fechar, tanto quanto possível, os olhos aos méritos de outrem; e quando, vencidos pelas evidências, já não o conseguem fazer, depreciá-los e desvirtuá-los. Assim, quando a multidão exulta de devoção e se maravilha com as obras de Cristo, os escribas e os fariseus, ou fecham os olhos ao que sabem ser verdade, ou rebaixam o que é grande, ou desvirtuam o que é bom. Uma vez, por exemplo, fingindo-se ignorantes, disseram Àquele que tinha feito tantos sinais maravilhosos: «Que sinal realizas Tu, pois, para nós vermos e crermos em ti?» (Jo 6,30). Aqui, não podendo negar os factos com cinismo, depreciam-nos maldosamente [...] e desvalorizam-nos dizendo: «Ele tem Belzebu! [...] É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios».
Eis, queridos irmãos, a blasfémia contra o Espírito, que prende aqueles que envolveu nas cadeias dum pecado eterno. Não é que seja de todo impossível ao penitente receber o perdão de tudo, se produzir «frutos de sincero arrependimento» (Lc 3,8). Só que, esmagado por um tal peso de malícia, ele não tem força para aspirar a essa honrosa penitência merecedora de perdão. [...] Aquele que, vendo à evidência no seu irmão a graça e a obra do Espírito Santo [...], não teme desvirtuar e caluniar, e atribuir insolentemente aos maus espíritos o que sabe pertinentemente ser do Espírito Santo, esse está de tal modo abandonado por esse Espírito de graça, que já não quer a penitência que lhe traria o perdão. Está completamente obscurecido, cego pela sua própria malícia. Com efeito, que poderá haver de mais grave do que ousar, por inveja para com um irmão a quem tínhamos recebido ordem de amar como a nós próprios (cf. Mt 19,19), blasfemar contra a bondade de Deus [...] e insultar a Sua majestade, querendo desacreditar um homem?"

Finalize sua meditação com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.
Boa Meditação e fique com Deus
Daniel Bento Bejo

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