30 de dezembro de 2011

Sagrada Família de Nazaré


Hoje celebramos a Festa da Sagrada Família de Nazaré com o evangelho deste ano B com o trecho de Lc 2,22-40, este texto que trás mais um acréscimo do trecho de ontem, em que Jesus foi apresentado no templo ao Senhor para Simeão. Hoje mostrando na figura da Sagrada Família um modelo para as famílias atuais... nos trás características de uma família humilde, unida sempre no amor.

Podemos enxergar e imaginar na nossa meditação a cena deste evangelho e imaginar cada pessoa da Sagrada Família – ver José – figura do pai – depois Maria – a figura da Mãe e Jesus – a figura do Filho.

Cada membro da Sagrada Família tem um ensinamento para nos ajudar como pai, mãe e filho, como também como família.

“O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele” (v.33)

“O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele”. (v.40)

Jesus veio ao mundo e se fez homem como nós! E morrerá por nós, por nossos pecados diante da cruz, isso que Simeão estava dizendo: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel” (v34b)
Maria, sua Mãe também tem sua participação, ela é convidada a participar desta prova de amor, mediante a dor: "uma espada te traspassará a alma" (v35)
Agora pense na sua família – ela é modelo para as outras famílias?
Quero deixar um comentário deste evangelho feito pelo Papa Paulo VI retirado do site: www.evangelhoquotidiano.org

"Comentário ao Evangelho do dia feito por   Paulo VI, Papa de 1963 a 1978
Alocução em Nazaré a 5 de Janeiro de 1964 (do breviário: Ofício de Leitura da Festa da Sagrada Família)
 
Regressaram à Galileia, à sua cidade de Nazaré

Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia o conhecimento do Evangelho. Aqui se aprende a observar, a escutar, a meditar e a penetrar o significado tão profundo e misterioso desta manifestação do Filho de Deus, tão simples, tão humilde e tão bela. Talvez se aprenda também, quase sem dar por isso, a imitá-la. [...] Quanto desejaríamos voltar a ser crianças e acudir a esta humilde e sublime escola de Nazaré! Quanto desejaríamos começar de novo, junto de Maria, a adquirir a verdadeira ciência da vida e a superior sabedoria das verdades divinas! [...]
[Nazaré dá-nos] em primeiro lugar, uma lição de silêncio. Oh, se renascesse em nós o amor do silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito, tão necessário para nós, que nos vemos assaltados por tanto ruído, tanto estrépito e tantos clamores, na agitada e tumultuosa vida do nosso tempo! Silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor de uma conveniente formação, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê (Mt 6,6).
[Nazaré dá-nos] uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu carácter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social.
[Nazaré dá-nos] uma lição de trabalho. Nazaré, a casa do Filho do carpinteiro (Mt 13,55)! Aqui desejaríamos compreender e celebrar a lei, severa mas redentora, do trabalho humano, restabelecer a consciência da sua dignidade, de modo que todos a sentissem; recordar aqui, sob este tecto, que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que a sua liberdade e dignidade se fundamentam não só em motivos económicos, mas também naquelas realidades que o orientam para um fim mais nobre. Daqui, finalmente, queremos saudar os trabalhadores de todo o mundo e mostrar-lhes o seu grande Modelo, o seu Irmão divino, o Profeta de todas as causas justas que lhes dizem respeito, Cristo, Nosso Senhor."

Tenham todos uma boa meditação e oração
Fiquem com Deus
Daniel Bento Bejo

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